Valença é a maior cidade da região chamada de "Costa do Dendê" e que vai de Cairu até a própria Valença. Cidade colonial da segunda metade do século XVIII, Valença detém um valioso patrimônio arquitetônico e cultural, presente nas suas calçadas de pedras irregulares, nos sobrados coloniais e nas ruínas da antiga fábrica de tecidos. Destaque para o prédio da Câmara de Vereadores,a antiga residência do Comendador Madureira e as igrejas Nossa Senhora do Amparo e Matriz do Sagrado Coração de Jesus, reduto de imagens sacras dos séculos XVIII e XIX.Historicamente, foi a primeira cidade brasileira a receber uma tecelagem movida a energia hidráulica (suas ruínas podem ser visitadas às margens do Rio Una).

Economicamente importante para a região durante o passado, a cidade preserva construções dos séculos XVIII e XIX no seu centro. A maioria ainda abriga órgãos públicos e pode ser visitada por dentro.

A cidade é também um grande centro artesanal de construção naval. Para quem desejar desbravar a natureza da região por completo, pode-se alugar escunas para passeios pelo arquipélago até Morro de São Paulo e Boipeba.

O vasto patrimônio natural inclui 15 quilômetros de praias, imponentes cachoeiras, belas ilhas, o grandioso Rio Una e um vasto manguezal. O turista também conta com o turismo ecológico: passeios de barco pelos rios e reservas de mata atlântica são imperdíveis, dada a beleza com que a natureza se apresenta aos olhos. O litoral de Valença é formado por apenas duas praias, sendo que a Praia de Guaibim é uma das mais procuradas de todo o litoral baiano. Além disso, Valença também é um dos mais fáceis acesso até o complexo turístico de Morro de São Paulo.

Independente da vizinhança, Valença cativa o visitante e oferece uma boa estrutura turística para o conforto de quem a visita.

DADOS DE VALENÇA/BA:



População estimada (Em 01/07/2005): 84.136
População urbana: 60.662
População rural: 23.474
Área territorial (km2): 1.190,38
Altitude: 5 m acima do nível do mar
Clima: Tropical úmido
Temperatura média anual: 25,5º

Distância de Valença para capitais:

Salvador: 264 km
Goiânia: 1.732 km
São Paulo: 1.856 km
Rio de Janeiro: 1.543 km
Belo Horizonte: 1.266 km
Brasília: 1.523 km

Fonte: IBGE e DNER
Acesso em: Maio/2006

Guaibim



Encontra-se inserida na “APA DO GUAIBIM”, uma área de preservação ambiental localizada entre a Ponta do Curral e o Rio Jequiriçá, abrangendo uma extensão de 20 km de praias. Trata-se de uma área objeto legislação especial, com a definição de um zoneamento regulamentado por lei e de normas de preservação e manejo de seus recursos ambientais e paisagísticos. O núcleo urbano primitivo, também denominado Guaibim (que em tupi-guarani significa “águas do além”), era um pequeno povoado de pescadores. Entretanto, a construção de um de um acesso rodoviário à localidade, ensejou a implantação de um loteamento de grande porte que se estende desde essa povoação até a foz do Rio Taquari, ocupando uma faixa de 4,5 km de praia e localizado no centro da cidade APA. Essa área que se encontra em fraco processo de urbanização, é compreendida por dois tipos de ocupação: a do povoado primitivo, com malha urbana desordenada e imprecisa, e a área do loteamento citado, definidos. Atualmente com ruas e lotes bem, o Guaibim vem recebendo importantes serviços de infra-estrutura como: água tratada, moderno sistema de iluminação e acessos asfaltados totalmente sinalizados, além de modernização e urbanização da orla.

Em toda a sua extensão, as praias do guaibim possuem ondas moderadas em mar aberto, ótimas par surfistas, que anualmente disputam aqui uma das etapas do campeonato regional de surf. Taquari, Guaibim, Guaibinzinho, Barreiro, Mambucabo, Ponta Grossa e Ponta do Curral se sucedem cada qual mais bela. Os vários rios que desembocam no mar convidam a caminhadas ecológicas, pontilhadas de surpresas, num lugar em que a fauna e a flora se confundem. As cabanas de praia funcionam, no verão, dia e noite, oferecendo um cardápio à base de furtos do mar, com sabor tipicamente baiano. À noite, transforma-se em animados palcos de dança, onde o forró e as lambadas invadem as madrugadas, principalmente nos finais de semana.

A Fábrica Têxtil



A Fábrica Têxtil de Valença é a mais antiga em atividade no Brasil. Funciona há 160 anos na cidade baiana a que deu origem e leva seu nome. Fundada em 1844, conviveu por 44 anos com o regime escravocrata sem jamais utilizar mão de obra escrava e empregando em sua maioria mulheres. Práticas hoje consideradas inovadoras já eram exercidas naquela época, como treinamento dos trabalhadores, ensino da leitura e escrita e incentivo à arte e à dança no local de trabalho. Durante o Império, a Companhia Valença chegou a responder por 35% de todo o tecido fabricado no Brasil. Sua importância era tanta, que tinha em D. Pedro II um de seus ilustres visitantes. Toda essa tradição, fortemente vinculada a conceitos de modernidade e inovação, faz hoje da Valença uma das mais modernas fábricas têxteis do país. Assim, dotada de um parque industrial de última geração e um modelo de gestão inovador, oferece aos seus clientes produtos de alto valor agregado e garante a qualidade em cada centímetro de tecido que produz.

Manifestações Culturais



Valença e demais municípios da Bahia possui diversas manifestações culturais, como:

Zambiapunga



Herança africana, o Zambiapunga é um cortejo de homens mascarados, trajados com roupas coloridas e feitas com panos e papeis de seda, que saem às ruas durante a madrugada, dançando e acordando a cidade ao som ecoante de enxadas, tambores, cuícas e búzios gigantes, usados como instrumento de percussão.

Zambiapunga vem de Zamiapombo, Deus supremo do Candomblé. Inicialmente uma cerimônia para afugentar os maus espíritos com utilização de máscaras, a manifestação chegou ao estado através dos negros bantos, escravizados na região do Congo-Angola e trazidos para cá para trabalhar no plantio dos canaviais do Recôncavo e de grandes extensões de dendezeiros no litoral do Baixo-Sul. Não à toa, a região concentra forte expressão do costume folclórico, em especial nas cidades de Nilo Peçanha, Valença, Taperoá e Cairu.

Em Nilo Peçanha, onde a tradição é mais forte, a festa acontece, tradicionalmente, na madrugada de 1º de novembro, dia de Todos os Santos e véspera de Finados.

Zambiapunga de Cajaíba



Data de fundação do grupo: 1997
Responsável do grupo: Maria das Graças Silva Santos
Número de participantes: 36 pesssoas
Instrumentos musicais: 06 tambores, 10 enxadas, 06 búzios, 01 cuíca

Filaarmônica 24 de Outubro



Data de fundação do grupo: 25 de março de 1932
Fundador do grupo: Natan Couceiros de Matos
Responsável do grupo: Nilson Barbosa Borges
Número de participantes: 30 pessoas
Instrumentos musicais: Percussão e sopro

Arqüida



Data de fundação do grupo: A manifestação foi resgatada em 1993
Responsável do grupo: Otávio Mota
Número de participantes: 30 pessoas, sendo 14 homens e 16 mulheres
Instrumentos musicais: 06 timbal e 06 pandeiros
Nº de cantores principais: 03 (três)

Sanba de Roda do Piau



Data de fundação do grupo: 1997
Fundador do grupo: Jorge, Marcelo e Francisco
Responsável do grupo: Jorge, Marcelo e Francisco
Número de participantes: Jorge, Marcelo e Francisco
Instrumentos musicais: Atabaque, agogô, pandeiro e reco-reco

Morro de São Paulo



Do tupi-guarani ”Casa do Sol” (Aracajuru), Cairu é uma ilha do arquipélago fluvial do Rio Una, juntamente com Tinharé e Boipeba. Cercada por manguezais, a cidade reserva bons pontos de mergulho, em especial nas Pedras da Benedita, Tatiba e Tatimirim, localizadas, respectivamente, a cinco, sete e três milhas da costa.

A principal atração é Morro de São Paulo, famoso pelas belas praias de águas cristalinas e pela vila, point de bares, barracas de roskas e batidas, muita música, agito e paquera. Mas Cairu reserva, ainda, construções históricas como a Igreja e o Convento de Santo Antônio, datados de 1654; a Igreja de Nossa Senhora da Luz, com imagens sacras e seus altares de cedro em estilo barroco dos séc. XVII e XVIII; e as três bicas da Fonte Grande, tombada pelo Patrimônio Histórico em 1943.

Quarto produtor baiano de coco-da-baía e dendê, Cairu dispõe de uma boa infra-estrutura turística, com hotéis, pousadas, restaurantes e atracadouro para saídas de barcos fretados para Valença, Boipeba e demais destinos do Canal de Taperoá.

No quarto dia da Semana do Turismo Valença 2006 está previsto uma visita a Morro de São Paulo, distrito do município de Cairu/BA. Os participantes terão a oportunidade de conhecer alguns atrativos desse local maravilhoso, rico e encantador. Para aqueles que têm interesse em aproveitar o lazer para conhecer alguns empreendimentos turísticos, terão como opção o Ecoresort Patachocas, o Restaurante Estrega, as agências Bahia 4x4 e Cia do Mergulho. Você vai perder?!




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